IMPRES - Instituto de Previdência dos Servidores Públicos do Município de Joaçaba

Joaçaba


Informações do Ato n.º 2663669

Informações Básicas

SituaçãoPublicado
URL de Origem
Data de Publicação30/09/2020
CategoriaOutras publicações
TítuloRENTABILIDADE DA CARTEIRA 08/2020
Arquivo Fonte do Ato1601411716_resumo_da_carteira_impres__202008.pdf
Conteúdo

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Os recursos do IMPRES são aplicados respeitando os princípios de segurança, legalidade, liquidez e eficiência. A diretoria do RPPS, assessorada pelaSMI Consultoria de Investimentos, vem buscando estratégias para que as necessidades atuariais do Instituto sejam alcançadas de acordo com osprazos estabelecidos. DISTRIBUIÇÃO DA CARTEIRA POR INSTITUIÇÃO FINANCEIRA DISTRIBUIÇÃO DA CARTEIRA POR SEGMENTO

Caixa Econômica Federal

BB Gestão DTVM

Bradesco

Itaú Unibanco

Petra Capital

Banco J. Safra

4UM Gestão

Rio Bravo

Oliveira Trust

Banrisul

0 50 100

53,13%

30,85%

7,86%

3,72%

1,81%

0,99%

0,58%

0,55%

0,50%

0,01%

Caixa Econômica Federal

BB Gestão DTVM

Bradesco

Itaú Unibanco

Petra Capital

Banco J. Safra

4UM Gestão

Rio Bravo

Oliveira Trust

Banrisul

0 50 100

53,13%

30,85%

7,86%

3,72%

1,81%

0,99%

0,58%

0,55%

0,50%

0,01%

FIDC 1,81% Fundos de Renda Fixa 79,12% Fundos Imobiliários 1,57%

Fundos Multimercado 8,09% Fundos de Renda Variável 9,21% Contas Correntes 0,21%

HISTÓRICO DE RENTABILIDADE COMPARATIVO NO MÊS NO ANO EM 12 MESES

IMPRES -0,59% 1,74% 6,82% META ATUARIAL - INPC + 6% A.A. 0,85% 5,17% 9,09% CDI 0,16% 2,12% 3,85% IMA GERAL -0,60% 3,02% 6,61% IBOVESPA -3,44% -14,07% -1,25%

RENTABILIDADE ACUMULADA NO MÊS (EM %) EVOLUÇÃO DO PATRIMÔNIO (EM R$ MILHÕES)

31 4 6 10 12 14 18 20 24 26 28 -1,0

-0,5

0,0

0,5

1,0

1,5

31 4 6 10 12 14 18 20 24 26 28 -1,0

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dez-08 dez-10 nov-12 out-14 out-16 set-18 ago-20 0

20

40

60

80

100

120

dez-08 dez-10 nov-12 out-14 out-16 set-18 ago-20 0

20

40

60

80

100

120Carteira CDI IMA Geral Meta

-0,59 0,16

-0,60 0,85

104,98

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RESUMO DA CARTEIRA DE INVESTIMENTOS AGOSTO.2020

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Agosto foi um mês de aumento de preocupações tanto no cenário internacional quanto no nacional. Lá fora, a evoluçãode casos de covid-19 na Europa e o número ainda alto de novas infecções nos Estados Unidos foram as principais fontesde preocupação. Além disso, atritos entre os Estados Unidos e a China contribuíram para aumentar os receios dos mer-cados. Aqui dentro, os principais fatores de risco estavam ligados ao lado fiscal, com a discussão sobre o teto de gastostrazendo maior volatilidade aos mercados. Nos Estados Unidos, o mês começou com alguns estados se vendo obrigados a reaplicar medidas de distanciamentosocial, em meio ao crescente número de novos casos de covid-19, algo que aumentou o receio de novos fechamentos nopaís, que prejudicariam ainda mais a economia local. No entanto, ao longo do mês, a tendência passou a ser de reduçãono contágio, trazendo alívio em relação a novas restrições à atividade. Com isso, o fator que se tornou foco dentro do país foi a discussão no Congresso sobre o pacote de estímulos quesubstituiria o programa encerrado em julho. Devido à disparidade das propostas defendidas pelos dois principais par-tidos, as Casas não foram capazes de chegar a um acordo, fazendo com que parte da população ficasse sem o apoiofinanceiro que estava sendo distribuído até então. Os congressistas democratas defendiam um projeto de US$ 3,5 tri-lhões, enquanto os republicanos queriam passar um que custasse US$ 1 trilhão aos cofres públicos. Essa diferençaacabou sendo o motivo principal para os dois partidos não chegarem a um consenso. Em relação aos indicadores econômicos dos Estados Unidos divulgados durante agosto, a produção industrial de julhocresceu 3% frente ao mês anterior, acima dos 2,8% esperados pelo mercado. No entanto, as vendas do varejo aumenta-ram apenas 1,2% na mesma base de comparação, frente ao 1,9% projetado. O resultado teve um peso maior na visãogeral graças a descontinuidade do auxílio do governo à população, que contribuiu para uma redução do Índice de Confi-ança do Consumidor em agosto, que passou de 91,7 para 84,8 pontos. Ao final do mês, uma declaração de Jerome Powell, presidente do Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Uni-dos, trouxe mudanças para as expectativas sobre a política monetária do país, que acabaram afetando principalmente omercado de renda fixa. Powell anunciou duas alterações no regime de metas do Fed: a primeira foi a de que o sistemade metas passaria a visar uma inflação média em prazos mais longos, em vez de inflação anual, como é atualmente. Asegunda foi que as decisões de política monetária passariam a ser informadas pelas deficiências do emprego frente aoseu nível máximo, enquanto antes se media em relação a desvios desse nível. Com isso, as expectativas passaram a serde que o banco central estadunidense manteria a taxa de juros nos níveis atuais, próximos de zero, por um período maislongo. A relação dos Estados Unidos com a China também foi um ponto de atenção importante durante o mês de agosto. Coma suspeita de que softwares chineses estariam sendo utilizados para espionar seus cidadãos, o governo norte-americanoproibiu que os residentes do país fizessem negócios com as empresas donas desses programas, medida que deixou osmercados apreensivos. Restrições a uma das maiores empresas de celulares do país asiático e aplicação de sanções aautoridades chinesas por parte dos Estados Unidos, e a autoridades estadunidenses por parte da China, também con-tribuíram para esse sentimento. No entanto, próximo do fim do mês ambos os governos sinalizaram a retomada de seudiálogo sobre o acordo comercial, aliviando parcialmente essas preocupações. Enquanto isso, na Europa o coronavírus também voltou a ser fonte de preocupação, com países como Alemanha eFrança apresentando novo aumento no contágio após terem reaberto suas economias. Na metade do mês, medidasque dificultavam viagens começaram a ser aplicadas em algumas localidades. O Reino Unido, por exemplo, passou aimpor quarentena para viajantes com origem na Holanda e na França que quisessem entrar em seu território. No finaldo mês, outros países começaram a adotar restrições leves e voltar a exigir cuidados maiores, como o uso obrigatório demáscaras em locais públicos. Na Alemanha, grandes eventos que poderiam voltar a ocorrer em outubro foram proibidosaté o final deste ano. Apesar de nenhuma medida mais severa ter sido aplicada, de forma que a economia pôde continuar funcionando, oÍndice de Gerentes de Compras (PMI) Composto da zona do euro passou de 54,9 para 51,6 pontos em agosto, indicandouma piora nas expectativas dos empresários da região. Isso significa que as incertezas que esse novo aumento no nú-mero de casos trouxe para a economia local acabou pesandomais do que as restrições em si durante omês, contribuindopara um pessimismo maior dos mercados. Finalmente, aqui no Brasil as atenções se voltaram, sobretudo, a discussões de cunho fiscal. O teto de gastos se tor-nou o ponto de debate principal durante o mês, com alguns setores do governo pressionando para que fosse burlada aregra no próximo ano, enquanto outros defendiam a manutenção da lei. Já na primeira metade do mês, o presidente daCâmara dos Deputados, Rodrigo Maia, afirmou que barraria qualquer tentativa de burlar o teto de gastos que passassepela Casa. Ainda assim, ideias como a de estender o estado de calamidade pública para 2021 ou aumentar o chamado

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COMENTÁRIOS DO MÊS AGOSTO.2020

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“Orçamento de Guerra” em 2020, permearam as discussões por mais um tempo, até que o próprio presidente Jair Bolso-naro afirmou não haver possibilidade de se furar o teto de gastos. Com isso, a preocupação dos mercados em relação aum possível ponto de descontrole das contas públicas diminuiu um pouco, mas a discussão continuou influenciando asexpectativas até o fim do mês, o que trouxe maior estresse e volatilidade aos mercados. Adicionalmente, dois membros importantes do Ministério da Economia deixaram o governo em agosto. Ao anunciaremsuas saídas, o ex-secretário especial de Desestatização e Privatização, Salim Mattar, e o ex-secretário de Desburocrati-zação e Gestão, Paulo Uebel, declararam suas insatisfações quanto à falta de continuidade nas agendas de suas pastas,com a não realização das privatizações que haviam sido prometidas e o aparente abandono da reforma administrativa.Isso fez com que o risco percebido de um abandono da agenda de reformas crescesse, o que causou certo estresse,ainda que pontual, para o mercado financeiro. Ainda no cenário político, agosto terminou com a frustração do que seria o anúncio de um pacote de medidas pararecuperação econômica pós-pandemia, chamado de Pró-Brasil. Nesse pacote estariam o programa de renda mínimaRenda Brasil, medidas para geração de empregos, novos marcos legais, obras públicas, atração de investimentos priva-dos, privatizações e ações para corte de gastos, além de uma reformulação do programa Minha Casa, Minha Vida, quepassaria a se chamar Casa Verde Amarela. Por falta de consenso em relação a algumas medidas, principalmente com oRenda Brasil, acabou que apenas o último foi anunciado na data. O programa de renda mínima continuou sendo adiadodurante a última semana do mês por causa de impasses sobre sua execução. Na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), houve mais uma redução da taxa de juros brasileira, dessa vezem 0,25 ponto percentual, passando-a para 2,00% ao ano em uma decisão já antecipada pelo mercado. Em seu co-municado, o comitê deixou a porta aberta para novos cortes, apesar de avaliar que o espaço para eles deva ser muitopequeno. A grande novidade foi o início da utilização do forward guidance, onde o Copom direciona as expectativas domercado afirmando sua estratégia para o futuro. No caso, foi dada a informação de que a taxa Selic não deve subir atéque as projeções e expectativas de inflação voltem a se aproximar da meta. Isso contribuiu para que os agentes passas-sem a esperar um período maior de juros baixos. Em relação aos indicadores econômicos divulgados durante agosto, que foram referentes a junho, houve surpresaspositivas nos 3 grandes setores da economia. A indústria cresceu 8,9% na comparação mensal, frente aos 8% esperados,e as vendas do varejo subiram 8%, acima dos 5% que eram projetados. Por fim, o setor de serviços teve seu primeiroresultado positivo nessa base de comparação, com alta de 5%, levemente acima das expectativas. No entanto, o Índicede Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) decepcionou um pouco, aumentando 4,89% frente a maio, abaixodos 5,03% esperados. Esses resultados positivos para a economia acabaram sendo ofuscados por fatores políticos, nãosendo suficientes para sustentar algum otimismo. Os dados disponibilizados em agosto sobre o lado fiscal continuaram a demonstrar a deterioração já esperada dascontas públicas. Tanto o Resultado Primário do setor público consolidado de junho, quanto a arrecadação federal dejulho, tiveram pioras significativas quando comparados aos mesmos meses de 2019. O primeiro registrou déficit de R$188,7 bilhões, acumulando déficit primário de R$ 402,7 bilhões no primeiro semestre e levando a dívida bruta para 85,5%do PIB. Já a segunda totalizou R$ 115,99 bilhões, um recuo de 17,68% frente a arrecadação de julho de 2019. Com isso,continuou se consolidando a expectativa de que 2020 terá uma piora significativa das contas públicas, o que aumentouainda mais o peso sobre o debate em relação ao futuro da gestão fiscal, principalmente no que diz respeito ao teto degastos. Somado o efeito de todos esses fatores de risco, agosto foi um mês de maior estresse e volatilidade, tanto para a rendafixa quanto para a renda variável, com os dois mercados trazendo resultados negativos para as carteiras. O Índice Bo-vespa, principal medida da bolsa brasileira, apresentou queda de 3,44% no mês, enquanto os principais índices de rendafixa, sobretudo os relacionados a juros mais longos, também tiveram rentabilidade negativa.

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